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Código: 5 HID

Nome: ÁCIDO 5 HIDROXI INDOL ACÉTICO

Material: urina 24 horas

Sinônimo: 5-HIAA, Metabólito de serotonina

Volume: 10.0 mL

Método: Cromatografia líquida

Volume Laboratorial: 10.0 mL

Rotina: 2° e 4° feira

Resultado em: 24 h

Temp.: Refrigerada

Coleta: Coletar urina de 24 horas em frasco contendo HCl a 50%, 20 mL por litro de urina ( ver instruções de coleta detalhada abaixo). Durante a coleta , o paciente deverá permanecer sem uso de qualquer tipo de medicamento ( ac. homogentísico , L-dopa, salicilatos, isoniazida, morfina, acetominofen, fenotiazinas , xaropes para tosse com gliceril guacolato) . Alimentos que interferem e devem ser evitados : abacate, ameixa, banana, beringela, picles, nozes, tomate. Manter em refrigerador entre 2 e 8 graus C. Três Dias Antes da Coleta: Suspender o uso de medicamentos, se possível dispensá-los. Caso os medicamentos não possam ser suspensos, conversar com o Laboratório ou seu Médico. Os medicamentos que mais interferem são: acetaminofeno, salicilatos, fenacetina, xaropes para tosse, naproxeno, mefenesina, metocarbamol, imipramina, isoniazida, inibidores da MAO, metenamina, metildopa, fenotiazina. Dia Anterior à Coleta : Evitar a ingestão dos medicamentos acima, e dos seguintes alimentos: banana, abacate, chocolates, berinjela, tomates, amendoim, kiwi, abacaxi, ameixa, nozes e bebidas alcoólicas. O ideal seria passar a véspera da coleta e a data da coleta com a ingestão de canja ou chá com bolachas. Observações: Manter o frasco com a Urina de 24 horas sob refrigeração Coletar todo o volume de urina emitido em 24 horas (às 8:00 hs do dia da coleta, urinar e desprezar este volume; após, coletar todo o volume até as 8:00 hs do dia seguinte; às 8:00 hs urinar novamente e juntar o volume ao frasco de coleta).

Interpretação: Uso: diagnóstico de tumores carcinóides de células enterocromafins e de síndrome carcinóide. O ácido 5 hidroxi indol acético (5-HIAA) é o principal metabólito urinário da serotonina (produto final do metabolismo do triptofano). A serotonina (5-hidroxitriptamina) é produzida pelas células enterocromafins, localizadas no trato gastrointestinal e, em menor grau, na mucosa brônquica, trato biliar e gônadas. Seus efeitos principais são a vasodilatação e agregação plaquetária. Os tumores carcinóides são capazes de produzir uma série de substâncias, como histamina, triptofano, peptídeo intestinal vasoativo, alguns hormônios, dependendo de sua localização e do processo fisiopatológico envolvido. Contudo, são a serotonina sérica e o 5-HIAA urinário os marcadores com maior desempenho no seu diagnóstico, bem como no diagnóstico da síndrome carcinóide, produzida pela liberação destas duas substâncias em quantidades consideráveis na circulação, com o aparecimento de diarréia, flush cutâneo, hipotensão e taquicardia. Valores aumentados: tumores carcinóides, síndrome carcinóide, quadros mal absortivos (como espru, doença celíaca, doença de Whipple e fibrose cística, por exemplo), obstrução intestinal crônica. Valores diminuídos: doenças depressivas, ressecção intestinal, mastocitose, fenilcetonúria, doença de Hartnup. Limitações: o 5-HIAA pode ser encontrado dentro dos parâmetros da normalidade mesmo em pacientes com tumores carcinóides e até síndrome carcinóide (especialmente na ausência de diarréia), dependendo da situação fisiopatológica envolvida, como localização, metabolismo anômalo da serotonina, etc. Interferentes: alguns medicamentos e alimentos podem elevar o 5-HIAA urinário falsamente, como acetaminofen, acetanilida, cafeína, cumarínicos, diazepam, efedrina, fluorouracil, guaiacolatos, anfetaminas, naproxeno, fenacetina, fenobarbital, fentolamina, rauwolfia, reserpina, abacate, bananas, abacaxi, tomates, nozes e amendoins, castanhas, etc. Outros medicamentos podem diminuir o 5-HIAA, como aspirina, clorpromazina, corticotropina, etanol, ácido gentísico, ácido homogentísico, hidrazina e derivados, imipramina, levodopa, inibidores da MAO, metenamina, metildopa, percloperazina, fenotiazinas, promazina, prometazina. Tais substâncias não devem ser ingeridas nos 3 dias que antecedem à coleta do material, para a obtenção de resultados confiáveis.

Referência: 2,0 a 10,0 mg/24 horas

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Código: TIAZO

Nome: ÁCIDO 2 – TIO – TIAZOLIDINA 4 – CARBOXILICO

Material: urina do final da jornada de trabalho

Sinônimo: TTCA

Volume: 50,0 mL

Método: Cromatografia liquida de alto desempenho

Volume Laboratorial: 50,0 mL

Rotina: Diária

Resultado em: após 10 dias

Temp.: Sob refrigeração

Coleta: Coletar urina no final do último dia de jornada de trabalho, em recipiente plastico, vedar e refrigerar. –> Não comer couve flor ou repolho pelo menos 1 semana antes do exame.

Interpretação: Uso : Nivel de intoxicação através da exposição ao Dissulfeto de carbono.

Referência: Não expostos: 1,0 mg/g creatinina
IBMP : 5,0 mg/g creatinina

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Código: ACET

Nome: ACETILCOLINA – Anticorpo anti-receptor de Acetilcolina

Material: soro

Volume: 3.0 mL

Método: Radioimunoensaio

Volume Laboratorial: 2.0 mL

Rotina: 3ª feira

Resultado em: 48 horas

Temp.: Amostra congelada

Coleta: Coletar sangue, separar o soro. Se o exame não for realizado no mesmo dia, congelar a amostra.

Interpretação: Uso: confirmação diagnóstica de Miastenia Gravis, monitoramento do tratamento com drogas imunossupressivas. A Miastenia Gravis é uma patologia degenerativa neuromuscular, ocorrendo em todas as idades, às vezes associada a timoma, lupus ou artrite reumatóide, entre outros. Sua sintomatologia está associada ao dano autoimune contra receptores de acetilcolina pós-sinápticos. Estes anticorpos estão primariamente associados à redução do número de receptores de acetilcolina viáveis, embora também possa se determinar atividade imune celular contra os mesmos. Não há correlação entre condição clínica e títulos de anticorpos contra receptores de acetilcolina. Os anticorpos estão presentes em 87% dos pacientes com MG generalizada, 63% com a doença em sua forma ocular, e 58% dos pacientes com MG em remissão. Interferentes: hemólise, lipemia, uso recente de radiocontrastantes, amostra plasmática, azatioprina, corticosteróides, clorambucil, corticotropina, ciclofosfamida, ciclosporina, mercaptopurina, timectomia prévia, terapia imunossupressiva, plasmaferese, hemodiálise, esclerose amiotrófica lateral.

Referência: Normais : até 0,15 nmol/L
Outras doenças autoimunes : até 0,25 nmol/L
Indeterminados : 0,25 a 0,40 nmol/L
Miastenia Gravis : 0,40 a 1500,00 nmol/L

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Código: ACAN

Nome: ACANTÓCITOS – Pesquisa

Material: sangue total com EDTA

Volume: 3.0 mL de sangue total com EDTA

Método: Esfregaço de sangue Total com EDTA

Volume Laboratorial: 3.0 mL

Rotina: Diária

Resultado em: 12h

Temp.: Temperatura ambiente

Coleta: Incluir 3 esfregaços em lâmina

Interpretação: Uso: acantócitos são hemáceas (eritrócitos) espiculadas irregulares, encontradas em pacientes contendo uma deficiência congênita de beta-lipo-proteínas. Estes pacientes também apresentam graves perturbações neurológicas. Células semelhantes podem ser observadas em pacientes com grave disfunção hepato-celular.

Referência: Negativa

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Código: ACANT

Nome: ACANTHAMOEBA – Pesquisa

Material: raspado de cornea

Volume: Raspado de córnea

Método: Microscopia , contraste de fase

Volume Laboratorial: Raspado de córnea

Rotina: Diária

Resultado em: 12h

Temp.: Ambiente

Coleta: Raspado de córnea, conforme instrução do médico solicitante. Confeccionar duas lâminas e enviá-las em recepiente apropriado.

Interpretação: Uso: diagnóstico da ceratite por Acanthamoeba (pesquisa em biópsia ou raspado de córnea), diagnóstico de contaminação de lentes de contato em raspado de olho ou conjuntival, na encefalite por Acanthamoeba (pesquisa no líquor ou biópsia cerebral). As infecções por Acanthamoeba spp. ocorrem em pacientes imunossuprimidos, estando normalmente associadas ao uso de piscinas, rios, lagos (é um organismo comum na natureza). O diagnóstico pode ser feito através de análise com contraste de fase em LCR. Os casos mais recentes de ceratite por Acanthamoeba foram associados ao uso de lentes de contato.

Referência: Negativa

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